O futebol mundial vive um momento de intenso debate sobre quem merece o título de maior jogador de todos os tempos. A discussão, que sempre teve Pelé como referência máxima, ganhou novos contornos com as recentes atuações de Lionel Messi.
Edson Arantes do Nascimento marcou época como atleta icônico, responsável por feitos históricos dentro e fora de campo. O craque santista fez mais de 1000 gols, integrou um dos maiores esquadrões do futebol brasileiro e marcou gerações vestindo a camisa da seleção.
Ao longo das décadas, surgiram diversas comparações. Primeiro com jogadores de sua época como Eusébio e Garrincha. Depois vieram Ronaldinho, Ronaldo, Diego Maradona e Cristiano Ronaldo. Porém, nenhum chegou tão próximo do legado de Pelé quanto Lionel Messi.
Assim como o craque alvinegro, o camisa 10 da Argentina conquistou o título da Copa do Mundo e foi fundamental para seu time. Seu talento inegável ganhou o planeta com o manto blaugrana do Barcelona, onde o famoso tiktak se tornou marca registrada.
A genialidade do jogador argentino não ficou limitada ao território espanhol. Léo, como é chamado carinhosamente pelos fãs, continuou desfilando sua qualidade técnica aonde quer que fosse. Quando muitos pensavam que seu último tango já tinha sido dançado em 2022, ele continuou surpreendendo.
Os Estados Unidos se tornaram palco para que Messi voltasse a encantar a todos, mesmo aos 39 anos. O argentino quebrou recordes e escreveu definitivamente seu nome na história do futebol.
Comparação técnica
Analisando criticamente, o camisa 10 da Vila Belmiro tinha mais recursos técnicos. Pelé foi inovador, criando movimentos que hoje são replicados por muitos jogadores. Chutava com os dois pés, tinha velocidade, resistência, força, batia faltas, driblava, possuía faro de artilheiro refinado, executava bicicletas e voleios, além de ser extraordinariamente decisivo.
O craque brasileiro só não chegou tão longe fisicamente quanto Messi porque não tinha à disposição os recursos da ciência atual. Seguindo essa lógica, é mais difícil ser um Pelé nos tempos de Pelé do que um Messi no século 21.
Se o talento de Messi é indiscutível, o de Pelé é considerado sobrenatural, um dom divino que mantém os elogios e a coroa perseguindo seu legado. A discussão pode aumentar se forem analisadas as marcas individuais de cada um.
Vale aproveitar enquanto ainda é possível assistir Messi em ação. Os fãs do futebol têm a oportunidade de curtir o grande finale do príncipe argentino. Por enquanto, o rei ainda mantém seu trono. Se vai surgir um sucessor, só o tempo poderá responder.
Colunista: Michael Gustavo

