Close Menu
Foz do BrasilFoz do Brasil

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

    What's Hot

    Desentupidora em Campinas: serviços, métodos e prevenção

    29/08/2026

    Como funciona a tradução simultânea para eventos? Entenda a operação do início ao fim

    27/08/2026

    Saiba como tirar o NIF, o “CPF português”, ainda estando no Brasil

    27/08/2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    segunda-feira, setembro 7
    EM DESTAQUE
    • Desentupidora em Campinas: serviços, métodos e prevenção
    • Como funciona a tradução simultânea para eventos? Entenda a operação do início ao fim
    • Saiba como tirar o NIF, o “CPF português”, ainda estando no Brasil
    • O que é bom para desinflamar o pterígio?
    • Depois de uma recaída, ainda existe um caminho de volta
    • Como Fazer Revisão de Extintores
    • Dr. Eliphas Levi investe R$ 400 mil em tecnologia e leva medicina do estilo de vida a duas cidades
    • O que é segurança digital e como proteger seus dados
    Foz do BrasilFoz do Brasil
    CONTATO
    • SAÚDE
    • NEGÓCIOS
    • AGRO
    • DIVERSOS
    • ECONOMIA
    • EDUCAÇÃO
    • ESPORTE
    Foz do BrasilFoz do Brasil
    Home»Nosso rio secou!

    Nosso rio secou!

    23/04/202400
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Reddit Tumblr Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    *Márcia Oliveira 

     O rio Branco secou… E não podemos dizer que a extensão drástica do período de estiagem no norte de Roraima que perdura desde fins de julho de 2023 é resultado apenas do El Niño. Incêndios, desmatamento, drenos de lavoura e garimpos favorecem estiagem e enchentes em Roraima. 

    A Bacia do Rio Amazonas registra níveis abaixo da normalidade para o período, em algumas estações, o curso d’água registrou a segunda maior seca, com a marca de -39 centímetros. 

    É resultado do modelo de agronegócio que invadiu a região nos últimos anos com produção de soja, milho e arroz para exportação. Esse modelo, além de utilizar uma quantidade imensa de veneno/agrotóxicos, que contamina as águas, a terra e o ar, tem interferido no ecossistema do lavrado com técnicas de outras regiões que arrebentam o bioma: a abertura e o asfaltamento de estradas em todo o território apresenta impactos enormes no ecossistema; as escavações para drenagem das área de banhado que são essenciais para a manutenção da reserva de águas nos lagos naturais do lavrado; o assoreamento dos pequenos igarapés; a derrubada dos buritizais responsáveis pela manutenção dos ciclos das águas; a construção de transposições das águas dos rios como o Uraricoera com grandes canais de irrigação; a derrubada e a queimada dos poucos vestígios de floresta; o corte da vegetação do lavrado (vegetações de pequeno, médio e grande porte, como por exemplo, gramíneas, caimbés, paricaranas e muricizeiros), são impactos que provocam essa severa seca.  

    A retirada de toda a vegetação e a técnica da revirada do solo com nivelamento para plantio de espécies exógenas tem resultado na desertificação de boa parte do lavrado. Diversas áreas de difícil recuperação. Porém, para complicar ainda mais o processo de destruição do lavrado, depois que o solo deixa de produzir de acordo com a ganância dos empresários, os campos são transformados em pastagem. A produção de gado para corte no estado tem crescido assustadoramente, de modo especial com o incentivo do atual governador do estado que é o maior produtor de gado de Roraima.  

    O gado contribui para o decreto de morte do lavrado, porque vai compactando o solo que termina como um grande bloco de concreto. Assim, enquanto os grandes empresários do agronegócio celebram seus lucros a cada ano, os povos das cidades e do campo amargam a escassez de alimentos e de água. Simultaneamente, os garimpos criminosos nas áreas de floresta vão contaminando as águas e os povos indígenas, derrubando a floresta, abrindo crateras, espalhando malária e toda sorte de doenças.  

    Assim se intensificam os deslocamentos migratórios dos campos e das florestas para as cidades que crescem assustadoramente e sem oferecer as condições de sobrevivência para os migrantes que chegam. 

     

    *Márcia Oliveira, Professora da Universidade Federal de Roraima (UFRR), pesquisadora do Observatório das Migrações em Rondônia (OBMIRO/UNIR). Assessora da Rede Eclesial Pan-Amazônia (REPAM-Brasil) e da Cáritas Brasileira. 

    Brasil
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Telegram Email

    Related Posts

    Desentupidora em Campinas: serviços, métodos e prevenção

    29/08/2026

    Como funciona a tradução simultânea para eventos? Entenda a operação do início ao fim

    27/08/2026

    Saiba como tirar o NIF, o “CPF português”, ainda estando no Brasil

    27/08/2026
    Pesquisar
    EM DESTAQUE

    Desentupidora em Campinas: serviços, métodos e prevenção

    29/08/20260

    Como funciona a tradução simultânea para eventos? Entenda a operação do início ao fim

    27/08/20260

    Saiba como tirar o NIF, o “CPF português”, ainda estando no Brasil

    27/08/20260

    O que é bom para desinflamar o pterígio?

    27/08/20260

    Depois de uma recaída, ainda existe um caminho de volta

    26/08/20260
    QUEM SOMOS
    QUEM SOMOS

    Site de Notícias e Opinião

    46.047.573/0001-71
    Endereço: Rua Nove de Julho, 72, Conj 55, Santo Amaro, São Paulo/SP, CEP 04739-010

    EM DESTAQUE

    Desentupidora em Campinas: serviços, métodos e prevenção

    29/08/2026

    Como funciona a tradução simultânea para eventos? Entenda a operação do início ao fim

    27/08/2026

    Saiba como tirar o NIF, o “CPF português”, ainda estando no Brasil

    27/08/2026
    CONTATO

    E-mail: contato@fozdobrasil.com.br

    Telefone: +55 (31) 9164-0548

    © 2026 Foz do Brasil.
    • Início
    • Quem Somos
    • Política de Cookies
    • Política de Privacidade
    • Termos de Uso
    • Contato

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.